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O A&J Group e a IA no trabalho

Liderança

Nos últimos seis anos tenho feito aquilo que a minha investigação estuda: tomar decisões com informação incompleta, para uma equipa que gostaria bastante de ter uma resposta até sexta-feira.

A gestão do A&J Group

Desde 2020 sou diretor de operações e sócio do A&J Group, a empresa internacional de educação, sediada em Londres, por trás da A&J Education e da A&J School. Chegámos a uma faturação de sete dígitos em dois anos fiscais sem investimento externo e construímos pelo caminho a nossa própria plataforma de ensino, o que é mais difícil do que parece.

O lado operacional é meu: o quadro de qualidade, o painel de indicadores e a equipa de coaches e tutores que dá sentido aos números.

Acreditação e o King’s Award

Como diretor da A&J School, conduzi-a pela acreditação da WASC, a Western Association of Schools and Colleges, válida até 2031, e da Array Global. A escola ensina os currículos Cambridge International e Pearson Edexcel. Os avaliadores leem tudo, incluindo as partes que esperávamos que saltassem, e recomendo a experiência a quem julgue que a sua organização está bem documentada.

Em 2024, a A&J School recebeu o King’s Award for Enterprise (International Trade), a mais alta distinção oficial que uma empresa britânica pode receber.

A adoção de IA, na prática

Desde 2025 lidero a adoção de IA dentro de empresas. O programa mais recente foi para um grupo português de logística: 49 colaboradores em duas turmas de quatro horas, um guia de trabalho e um kit de arranque para cada equipa, e um dia de apresentações em que as equipas mostraram à direção os seus próprios casos de uso de IA. Tudo dentro da política de IA da empresa e dos níveis de risco do Regulamento Europeu da IA, o que é menos vistoso do que uma demonstração e bastante mais útil.

Onde entra a investigação

A maior parte dos programas de IA mede o que a ferramenta produz. A pergunta mais cara é o que as pessoas que a usam deixam de saber fazer, e essa conta chega tarde, a sítios que nenhum painel de indicadores vê: o analista júnior que nunca aprende a construir o modelo, o gestor que já não consegue escrever o memorando sem ajuda.

A minha investigação atual pergunta quando é que a assistência da IA deixa as pessoas mais capazes depois de ser desligada. Está numa fase inicial e a minha hipótese de trabalho, que mantenho com a prudência devida, é que a resposta depende da forma como a ferramenta é introduzida. Se assim for, é uma decisão de liderança, e uma que a maior parte das organizações está a tomar por acaso.

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